Volkswagen Gol BX 1981

Quando me disseram para escrever sobre o Volkswagen Gol BX 1981, Básico e pelado de tudo, eu fiquei até assustado, pois não queria decepcionar essa grande legião de fãs que esse pequeno puro sangue tem. Bom, em primeiro lugar se você acha que vamos falar das famosas rodas orbitais, acertou, iremos falar dela também. Mais antes pretendo contar uma historia um pouco curiosa da minha experiência com esse veiculo o Gol.
Não me lembro o ano, minha memória é péssima para datas, não conto o tempo como as pessoas comuns sempre contam, conto de uma forma mais prazerosa, vamos lá. Meu irmão comprou um golzinho 1981 batedeira, ou melhor, dizendo um BX refrigerado a ar, porém nada menos que um 1.6, um barulhento grande motor de fusca, uma grosseira se tratando de um carro que anos mais tarde faria uma história notável aqui no Brasil. Andamos de BX durante uns dois anos acredito, onde me recordo de um episódio onde íamos a praia, isso foi  inesquecível com o poderoso BX, onde a base do carburador simplesmente congelava ao ponto de formar estalactites onde o motor começava até falhar durante a descida da serra, mais também ali se refletia a diferença de altitude onde o carburador não sabia o que fazer.
Voltando ao BX, ficamos dois anos fazendo caldo de cana quando de repente eis que surgiu um Gol GT perda total, não me pergunte porque era perda total, o carro estava inteiro, fiquei imaginando se seria porque estava banhado em sangue o banco do motorista, mais vamos seguir a história, esse gol tinha todas as peças para nosso tão querido BX , foi ai que começamos a morfagem de BX para GT.
Dia após dia fomos limando e cortando o Gol GT e transferindo peça a peça para nosso BX até que em uma linda tarde de quinta-feira, eis que nos aparece um motor e cambio modernos para nosso Small German. Adicionamos tudo que era possível de motor ao forro de porta, todas as peças se encaixavam e até pareciam parte do nosso extinto BX, agora chamado de GT e foi então que veio a hora mais escura, a parte burocrática, é queridos leitores, a documentação. Registrar todo esse trâmite foi difícil, só a legalização da mecânica levou seis longos meses, depois a suspensão e assim por diante, mais no final tínhamos criado o melhor e mais reluzente veiculo já produzido por dois irmãos. Tudo isso já aconteceu a mais de 16 anos, uma época que tudo era mais difícil e sinceramente não tenho mais coragem de realizar uma façanha como essa, mais é isso que constrói nosso caráter, nossa historia, nossas vidas. Já ia me esquecendo vou falar agora da roda orbital, se eu bem me lembro à roda orbital, tão usada em carros da linha Volkswagen surgiu em um carro conceito. Esse carro era o Futura, ele foi apresentado ao público no salão do automóvel de São Paulo em 1990 para antecipar as tendências dos carros dos anos 2000, mas nunca entrou em produção. O Futura possuía um sistema de estacionamento automático onde suas quatro rodas giravam 360º e sensores calculavam a distância para os outros veículos, estacionando o carro sozinho.
Bom, essa foi minha experiência com o poderoso Gol BX 1981 onde ainda tenho o prazer de ter contato com esse carro, meu irmão vendeu ele meses mais tarde para uma família que ainda usa o carro para ir ao mercado e viagens esporádicas, vejo ele de vez enquanto estacionado na garagem só esperando o dia de dar uma voltinha.


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sexta-feira, agosto 15, 2014
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Márcio Cruz

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O melhor Cadilac que eu já vi!
















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quinta-feira, agosto 14, 2014
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Márcio Cruz

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Gifs Master Hot Wilson 001







Era uma vez um Audi S8

Este acidente ocorreu na Bélgica. Um motorista perdeu o controle do Audi S8 e bateu em uma árvore. O carro foi perda total, mas o motorista foi embora ileso.













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quinta-feira, agosto 14, 2014
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quinta-feira, agosto 14, 2014

Márcio Cruz

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A semiótica dos Opalas sobreviventes.

Não adianta procurar que você não vai achar! Quem se lembra dos modelos como o lendário SS 1975 Tigrado, ou 1973 Luxo como apenas poucos opcionais, como, luz de cortesia no teto e porta luvas com porta copos, que na verdade não segurava nenhum copo e na primeira curva e o copo já era!
Ultimamente há uma tristeza súbita rondando em torno desta lenda, ou melhor, dizendo, há uma anomalia semiótica em torno do Opala. Nada pode explicar esse distanciamento cósmico em relação às unidades remanescentes deste veículo, que por sua vez foi o primeiro veículo produzido pela General Motors do Brasil, onde conquistou pelo menos três gerações diferentes, por conter um visual arrojado, um desempenho maravilhoso e acima de tudo, um carisma inconfundível.
Para entender melhor é preciso se adiantar nas lembranças, mais precisamente 1992 onde o termino do Opala é eminente, com chegada frenética do Omega, onde ocupou com louvor a lacuna deixada pelo Opala. (Mais isso é outra história, não cabe eu descrever!)
Apenas no seu âmbito de morte o Opala teve uma serie digna de um Muscle Car, essa serie é designada ‘Collector’, onde apenas 100 Opalas foram fabricados, com diversos itens especiais, chaves cravejadas de diamantes, ‘Brincadeira, era apenas ouro 24k’, e uma lindíssima pasta em couro, aonde vinha com uma fita VHS contando toda a cronologia do veiculo e um certificado todo desenhado a mão. A idéia era preservar a memória do veiculo, pois quem comprasse um ‘Collector’ teria em mãos um lendário e memorável Muscle Car Ultimite Edition, ou quase isso.
Mais vamos voltar à semiótica. Hoje o Chevrolet Opala é muito procurado entre os mais diversos nichos de colecionadores, tanto para restauração quanto para realização de um projeto Hot Rods, onde o mesmo está se tornando um objeto de procura sintética, que se distância cada vez mais de uma verdadeira emoção. Os colecionadores ‘nem todos os colecionadores, que isso fique bem claro’, já adquirem os Opalas com o âmbito de vendê-los posteriormente, pois o elemento ‘veículo antigo já não cabe mais para o Opala’, lógico os preferidos dos colecionadores são as versões mais potentes e raras, tais como o SS, Gran Luxo, Especial (Standard) e assim vai, esse ultimo o Especial (Standard), para mim é o mais limpo Opala já fabricado, pois ele era o básico do básico, como o slogan já dizia ‘Opala Especial porque você é especial’.
Bom, continuando nossa viagem pelo mundo semiótico do Chevrolet Opala, onde expresso minha mais humilde percepção em relação aos desvios que o Homem, Mulher ou Criança encontrará para adquirir um veiculo como esse, assim dirigindo seu escárnio continuo ao se deparar com vendedores totalmente equivocados, onde seu periférico será totalmente alterado por meio de abrasivos preços e comportamentos quase sempre distorcidos, esse mesmo veículo de adoração irá desaparecer em menos de 10 anos, onde não será mais encontrado em estado de pré-restauro ou até mesmo abandonado.
Isso mesmo, 10 anos e contando, para um fim eminente. Hoje a procura por um Opala se baseia em quatro estágios:
- Opala abandonado (quase morto com a estrutura semi-comprometida)
- Opala Rodando (porém 70% lataria e motor para restaurar)
- Opala Rodando semi-novo (quase todo original apenas detalhes e opcionais a adicionar)
- Opala Colecionador (veículo zero km)
Opala abandonado se resume em apenas 3% de aproveitamento de peças e doações para outros modelos. (provavelmente você terá que comprar três desses no mínimo para montar um ‘Rodando’. Os modelos que se encontram Rodando, tem um certo diferencial, eles são caros e duvidosos, pois você não sabe quantos abandonados foram doadores de peças para este modelo estar rodando.
A, o semi-novo, isso sim é vida. Um modelo como esse pode chegar a míseros 40k de Ambrósia, onde você pode desfrutar de um modelo com pouca quilometragem, pneus diagonais e todo o conforto de um veículo de personalidade.
Bom, Opala Colecionador é simplesmente colecionador, sem muita coisa a dizer, Zero KM com tudo novo, dos parafusos três milímetros soleira da porta aos de dez milímetros do para lama dianteiro.
A vida útil de um automóvel como o Chevrolet Opala é muito longa, onde você se depara como todos os modelos em todas as situações possíveis e distintas mais espere um pouco, você disse que eles estavam entrando em estado de desaparecimento continuo progressivo!
Sim estão! Mais ainda há esperança.
Venho analisando o desaparecimento do Opala do mercado a anos, onde os fatores descritos aqui influenciam no desaparecimento do veículo. Hoje quem restaura está vinculado indiretamente aos preços abusivos das peças de um modo geral, as lojas comercializam todas as peças do Chevrolet Opala, todas essas peças já saem totalmente agregadas a lucros exorbitantes, um exemplo clássico é a caixa de fusível dos Opala 1975/1979, onde a mesma é comercializada entre R$45 a R$75, eu mesmo pude presenciar essa variação de preço em relação a este produto, ficando perplexo e buscando mais informações e chegando a um fornecedor que poderia me repassar por R$10 cada unidade.
Semióticamente falando, o Chevrolet Opala vai desaparecer por meio de seu canibalismo interno, onde o mais novo, o mais abandonado e o mais sem documentos irá virar doador de peças para os ‘Rodando’ ou para os ‘Semi-novos’, ou até mesmo para os que por muitas vezes ficaram abandonados em garagens fruto de heranças de família e que agora precisam reviver e voltar a rodar.
A ideia é preservar, tanto faz se é antigo ou novo, o importante é a memória que o carro resgata a aquele que o possui, onde os pensamentos se elevam e se completam.
O Chevrolet Opala é um ícone da indústria automobilística, é o fruto de um sistema antigo de prazer ao dirigir, algo que transcende nossas limitações como ser humano, nos transporta para um estado de âmbito continuo de evolução. O Opala desaparecendo do mercado de vendas ou não ele sempre irá escrever suas próprias histórias e irá sempre promover luxuria a quem o possuir, terá a forma mais desejada e fluida e principalmente será o eterno muscle-car made in Brasil e Ponto Final.
Hot Wilson 2010 | 2015.

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