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Chevette V6 de Fábrica

Quando o Chevette foi lançado nas Terras do Tio Sam, em 1976, era um subcompacto, comparável aos  "minúsculos" (para os norte-americanos) carros japoneses... Os americanos não o compravam porque gostavam deles, mas sim porque, devido a falta de gasolina nas bombas, tinham que garantir o combustível de amanhã. E, quer queira, quer não, O Chevrolet Chevette foi um best-seller da GM norte-americana nos anos de 1979 e 1980, e foi um dos poucos carros considerados sub-compactos que resistiu por mais de dez anos no mercado (11 anos, para ser mais exato).

Acontece que em 1979 a crise do petróleo se agravou, e em 1982, já durante a era Reagan, o governo ianque introduziu duras regras aos fabricantes de automóveis no que dizia respeito a eficiência de consumo de combustível; segurança e normas anti-poluentes... isso fez com que a GM fosse obrigada a substituir seus longevos e confiáveis carros por automóveis mais baratos, ou então tornando os modelos mais simples e inferiores. Um clássico exemplo foi o Chevrolet Camaro, que então passou a ser equipado com um motor de 4 cilindros (dá para imaginar isso?): quem quisesse um motor mais potente teria que desembolsar (muito!) mais.  Até mesmo a Cadillac, que fabricava os maiores automóveis da América do Norte, teve que rever seus conceitos e "soltou" no mercado o Cadillac Cimarron (este era, na verdade, o nosso Monza, ou Opel Ascona, que ganhava o luxo e o logo Cadillac).

Um belo dia, neste mesmo ano, os engenheiros da GM pensaram consigo: "se o negócio e eficiência de combustível, porque não um motor maior num carro pequeno?"... Sim, tem lógica, pois um motor potente carregando o peso de um carro pequeno, faz muito menos esforço do que um motor pequeno no mesmo carro. Aqui no Brasil somos prova disso, já que sabemos que os carros com motor de 1,4 e 1,6 litro consomem menos do que os ditos "econômicos" de 1 litro.

Então a GM norte-americana preparou um protótipo do Chevette, só que com motor V6 da Blazer da época (que rendia cerca de 150 CV, com carburador). Um conjunto de rodas de liga-leve de 14 polegadas e um capô com ressalto central eram os únicos indícios de que este não era um Chevette comum.

Existiram, na verdade, duas versões para o Chevette V6, uma com câmbio manual (que era o mesmo do Corvette) de quatro marchas e outra com câmbio automático... O curioso é que, em ambas as versões, a caixa de câmbio ia presa ao eixo traseiro (de tração), como em muitos automóveis de competição.
Em relação ao Chevette original, o Chevette V-6 ganhou somente 63,5 quilos (o que, convenhamos, não é nada em termos de peso de automóveis).

E por quê raios a GM não produziu este Chevette? Segundo a GM era porque o Chevette já estava em seu sétimo ano de produção (nos Estados Unidos isso já é um Matusalém automotivo) e, além de tudo,  o Mandato de Média de Consumo de Combustível do governo era baseado apenas em motores de quatro cilindros e de ciclo diesel.
Quem testou o protótipo diz que a verdade é que o Chevette V6 ofereceu mais desempenho que o Camaro Z/28 e chegou bem perto do Corvette da época, oferecendo espaço para quatro pessoas (o Corvette só tinha dois lugares na época) e espaço para carga... Isso fez com que a própria GM enxergasse no seu filho caçula (o Chevette) uma real ameaça aos seus dois filhos queridos, Camaro e Corvette (duas verdadeiras lendas).





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