Notícias
recent

Dodge Challenger R/T 440 1970, achado no celeiro guardado desde 1989

Barn finds. O termo em inglês já faz parte do vocabulário dos entusiastas do mundo todo — carros antigos que passam anos guardados, esquecidos ou abandonados em galpões (ou celeiros, daí o nome barn finds), longe do desgaste natural causado pelo uso e das ações do clima e, na maioria das vezes, servem como uma excelente base para projetos de restauração.

 Clique aqui!


É o caso deste Dodge Challenger R/T 440 1970, que traz todas as características de um “achado de celeiro” perfeito: guardado desde 1989, esconde um muscle car clássico, íntegro e muito desejável debaixo de anos de poeira acumulada.

O Dodge Challenger foi a resposta meio tardia da Chrysler ao Mustang, de 1964, e ao Camaro, de 1967. Embora tenha começado a ser produzido em 1969, o ano-modelo já era 1970, e seu estilo elegante e a mecânica Mopar o colocaram imediatamente no panteão dos chamados pony cars à época: muscle cars um pouco menores e mais baratos, com várias opções de acabamentos e motores small block e big block.

O maior motor disponível era o Magnum 440 (7,2 litros), opcional no Challenger R/T, em versões com um carburador de corpo quádruplo, com 380 cv, e de três carburadores de corpo duplo (o famoso “Six Pack”), com 395 cv. Apesar disso, não era o mais potente — este era o Hemi 426 (sete litros), com dois carburadores Carter AFB de corpo quádruplo e 430 cv — lembrando que a potência informada pelos fabricantes americanos, naquela época, ainda era a bruta, que não levava em consideração as perdas do sistema de transmissão.

Ainda assim, o Challenger R/T era um carro bastante desejado que, quando novo, era capaz de fazer o quarto-de-milha em cerca de 14 segundos e chegar aos 211 km/h. Boa parte deles foi preparada e modificada ao longo de quatro décadas, o que significa que encontrar um exemplar original que não tenha sido restaurado à venda já não é tão fácil.

Por isto o carro verde das fotos é tão interessante. Segundo o anúncio no eBay, ele só teve um único dono e foi registrado pela última vez em 1989. Desde então ele não viu mais a luz do dia. A transmissão (automática TorqueFlite de três marchas), os detalhes do interior, a pintura, o teto de vinil — tudo está do jeito que era quando este carro saiu da fábrica em outubro de 1969.

Naturalmente, como todo carro que fica parado por tanto tempo — no caso deste, por pelo menos 25 anos — não pode simplesmente sair rodando depois de encontrado. Sendo assim, o anunciante faz questão de deixar claro na descrição que o sistema de alimentação foi refeito, com novos tanque e linhas de combustível, bem como os freios.

Desse modo o carro funciona sem problemas — mas ainda precisa de um novo jogo de pneus e de um dono dedicado, que se atente aos pequenos, porém numerosos detalhes que este carro certamente traz. É só olhar o interior, que traz alguns defeitos bem aparentes, porém de resolução relativamente simples — como o revestimento rasgado dos bancos — para entender do que estamos falando. Ou os frisos cromados faltantes, ou os pontos de ferrugem — nada sério, aparentemente. Barn finds costumam ser carros bem íntegros.

Para comprar o carro, é preciso dar um lance no leilão. O preço, até agora, é de US$ 26.500 (pouco menos de R$ 62 mil) e o valor mínimo para venda, que não foi revelado, ainda não foi atingido. Faltam quatro dias para o fim do leilão.

Caso seja arrematado, este carro provavelmente terá um destino parecido com o de muitos outros barn finds antes dele: será restaurado nos mínimos detalhes por um verdadeiro apaixonado por muscle cars americanos — ou por alguém interessado em investir nele para, quando ficar pronto, poder vendê-lo por um preço bem superior. Sabe aqueles carros que ganham prêmios em concursos, ou são leiloados por companhias como a RM Auctions e a Bonham’s por milhares de dólares? Pois é: grande parte deles foram barn finds.








É por isso que barn finds mexem tanto com a imaginação dos entusiastas: cada um deles representa uma oportunidade que dificilmente vai se repetir. Nem sempre eles estão em celeiros, e nem sempre é um carro só, mas dificilmente não haverá algum interessado. E é por isso, também, que histórias como a daquela fazenda em Portugal e seu celeiro com centenas de clássicos empoeirados são repetidas e recontadas tantas vezes que acabam se tornando lendas urbanas — sempre alimentando uma esperança guardada em cada um de nós, entusiastas.








Por favor, considere apoiar o nosso blog fazendo uma doação de qualquer valor para nos ajudar.
Sua contribuição ajudará a manter o blog atualizado e em dia com os custos de manutenção, pesquisa, tradução e edição do que publicamos.
Nosso trabalho em princípio é gratuito, e desde a criação do blog em Fevereiro 2010 bancamos todas as despesas por nossa própria conta.
Contribua somente se puder, de qualquer país e moeda, sendo um contribuinte ou não, a sua visita será bem-vinda e todos sempre terão acesso as notícias e artigos aqui publicados.
Se você residir no Brasil e preferir depositar em conta bancária, envie-nos um e-mail ao endereço contato@hotwilson.com, para receber o número da conta e agência bancária.

Pela sua contribuição espontânea, que ajudará na manutenção do Blog.

Obrigado e Força Sempre!




Um obrigado especial pelas doações a:

Ford
Hot rod Magazine
Marcio Cruz Designer
Leandro Opala




Lobo Ucrânia

Lobo Ucrânia

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui seu comentário sobre este artigo!

Tecnologia do Blogger.